Instituições convidam e prefeitura confirma farmácias públicas na campanha sinal vermelho - Ação - Notícias - CRF-MS

quarta, 17 de junho de 2020 às 20h00

Instituições convidam e prefeitura confirma farmácias públicas na campanha sinal vermelho

Farmácias se transformaram em mais um ponto para denúncia de violência doméstica

O presidente do CRF/MS, Flávio Shinzato, juntamente com a ouvidora do Conselho, Monique Zottos, a assessora Ana Cristina Santos, a Conselheira Federal por MS, Márcia Saldanha, a coordenadora de assistência farmacêutica do Estado, Natália Dantas, a sub-secretaria da mulher Tai Lochi, a juíza Helena Alice Machado Coelho, Coordenadora Estadual da mulher em situação de violência doméstica do TJMS e a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo estiveram no gabinete do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, na tarde desta quarta-feira (17).



O motivo da reunião foi pedir apoio da prefeitura da Capital para a campanha Sinal Vermelho contra a violência doméstica, idealizado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), com apoio do CRF/MS e CFF. O objetivo da campanha é transformar as farmácias e drogarias em mais um local em que as mulheres possam fazer denúncia de violência doméstica.

Ao saber da campanha, o prefeito de Campo Grande, prontamente assinou o ofício que foi levado pelo grupo, em que solicitava adesão das farmácias públicas da Capital.

De acordo com a Conselheira Federal, Márcia Saldanha, que foi quem propôs a reunião com o prefeito, é preciso uma força tarefa para que todas as farmácias participem. “A adesão da prefeitura mostra uma sensibilidade do prefeito em contribuir com a campanha que vai proporcionar mais apoio e proteção a essas mulheres que sofrem nas mãos dos seus agressores. Muitas vezes elas podem estar próximas de uma unidade pública, onde poderão encontrar apoio". 


“Muitas vezes a farmácia é um dos únicos locais que o agressor permite que a vítima vá, pois isso é essencial a adesão de todos os estabelecimentos”, destaca o presidente do CRF/MS, Flávio Shinzato.


A ideia da campanha é que a vítima ao conseguir sair de casa, se dirijam à uma farmácia ou drogaria (previamente cadastrada à campanha) e mostre a mão com uma marca de “x” ao atendente, balconista ou farmacêutico, que na sequência acionará a polícia. Vale ressaltar que os trabalhadores do estabelecimento de saúde, não serão conduzidos à delegacia e nem, necessariamente, chamados a testemunhar. Atuarão simplesmente como comunicante.


Mato Grosso do Sul conta com 1.561 farmácias e drogarias (públicas e privadas) registradas no CRF/MS, sendo que destas, 443 são de Campo Grande, todos estabelecimentos de saúde aptos a participar.

O CRF/MS recomenda que todas as farmácias e drogarias, tanto da rede pública como privada, participem e promovam este ato de responsabilidade social. Durante a pandemia de Coronavírus, os casos de violência doméstica aumentaram consideravelmente, e esta campanha é uma forma de tentar barrar esse índice negativo.


Dados sobre feminicídio

Em março e abril, o índice de feminicídio no Brasil cresceu 22,2%, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Já as chamadas para o número 180 tiveram aumento de 34% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço do governo federal.



Como participar da Campanha Sinal Vermelho?

Todas as farmácias e drogarias do País automaticamente já estão aptas a participar da Campanha. Para informar a adesão basta enviar o “termo de adesão” assinado digitalmente em formato de foto (disponível no site do CRF) para o e-mail sinalvermelho@amb.com.br. Você também poderá enviar uma mensagem de Whatsapp para (61) 98165-4974.

Se você tiver alguma dúvida, é só enviar um e-mail para: eventos@crfms.org.br ou solicitar informações pelo celular/whatApp: (67) 9 9844-9371.


Qual será a ação de mobilização?

Um “X” escrito com batom (ou outro material) na palma da mão da mulher vítima de violência, que pode ser mostrado na farmácia. Quando a vítima apresentar o “X”, o atendente deve ligar para o número 190 e acionar a Polícia Militar. Em seguida, se possível, conduzir a vítima a um espaço reservado pela farmácia, que pode ser a sala de medicamentos ou o escritório, para aguardar a chegada da polícia. Para a segurança de todos e sucesso da operação, sigilo e discrição são muito importantes.


Como agir se a vítima não puder esperar a chegada da polícia?

Tente obter informações importantes da vítima para repassar à Polícia Militar, como nome, endereço e telefone.

Para difundir a campanha, os organizadores contam com o apoio do Conselho Nacional dos Chefes da Polícia Civil, Conselho Nacional dos Comandantes Gerais, Colégio das Coordenadorias Estaduais da Mulher em Situação de Violência Doméstica, Fonavid, Ministério Público do Trabalho, Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais,  Conselho Nacional do Ministério Público, Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais, Promulher do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Abrafarma, Abrafad, Instituto Mary Kay, Grupo Mulheres do Brasil e Mulheres do Varejo.

Fonte: Comunic.Ativa - Assessoria de Imprensa do CRF/MS - Imprimir

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