Informativo Varíola dos Macacos – MonkeyPox - Farmacêutico - Notícias - CRF-MS

quarta, 14 de setembro de 2022 às 09h46

Informativo Varíola dos Macacos – MonkeyPox

Agente etiológico:
Monkeypoxvírus (vírus de fita dupla de DNA)
Tamanho: 300 nanômetros (0,00003 cm)
Descoberta: em macacos de laboratório em 1958
(Os macacos não são os transmissores)
Primeiro caso confirmado no Brasil: 01/06/22

Principal forma de transmissão

Contato pele a pele próximo e prolongado, inclusive durante a atividade sexual (87,6% dos casos confirmados são referentes a contato íntimo com desconhecido)
(Pequeno número de casos foi referido por contato com objetos/roupas contaminados).

Sintomas

• Febre
• Lesões na pele - erupções cutâneas, que afetam na maioria das vezes órgãos genitais, tronco e membros superiores e evoluem de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e posteriormente crostas;
• Inflamação dos gânglios (ínguas)
• Dores musculares
• Dor de cabeça
• Calafrios
• Cansaço

Período de incubação

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da monkeypox é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.
Após o desaparecimento das crostas formadas na pele, a pessoa doente deixa de transmitir o vírus.

Perfil dos casos no Brasil

No Brasil, 93,2% dos casos são entre pessoas do sexo masculino.
Desse percentual do sexo masculino:
• 93,9% estão entre 18 e 49 anos;
• 3,5% estão entre 0 a 17 anos; e
• 0,6% estão entre 0 a 4 anos.
Dos casos confirmados no Brasil, 49,7% estão entre homens que declararam ter relação sexual com outros homens.
Pessoas que nasceram antes de 1980 já foram vacinadas contra a varíola humana e por isso também já possuem certa proteção contra o vírus.
A infecção pode acometer qualquer pessoa, independentemente de orientação ou prática sexual, como reforçam as autoridades sanitárias.

Tratamento

O tratamento é sintomático (o tratamento específico com antiviral Tecovirimat é indicado somente para formas graves da doença).

Prevenção

• Mantenha distanciamento de pessoas que apresentem sintomas suspeitos como febre e lesões de pelemucosa;
• Use preservativo em todos os tipos de relações sexuais (oral, vaginal, anal) uma vez que a transmissão pelo contato íntimo tem sido a mais frequente;
• Higienizar as mãos com água e sabão ou com álcool em gel antes de comer ou tocar no rosto

Existem duas vacinas desenvolvidas contra a varíola humana (doença considerada erradicada pela OMS em 1980) que se mostraram eficazes também contra a monkeypox e já estão sendo usadas porém somente para grupos específicos de população, sobretudo em profissionais de saúde.

Assessoria Técnica CRF/MS, ago./2022

Fonte:
BRASIL, Ministério da Saúde. Assuntos/Varíola dos macacos. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/variola-dos-macacos. Acesso em: 31 ago. 22.
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