Conselho Regional de Farmácia

De Mato Grosso do Sul

Vigilância Sanitária Estadual divulga alerta sobre Metilfenidato; confira

A nota cita um levantamento feito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que apontou o uso crescente do metilfenidato em todas as regiões do país.

A Gerência Técnica de Medicamentos da Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de Mato Grosso do Sul divulgou nesta quinta-feira (8), um Alerta Terapêutico de Farmacovigilância sobre o metilfenidato, com informações voltadas aos prescritores, estabelecimentos dispensadores e pacientes que fazem uso do medicamento.

A nota cita um levantamento feito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que apontou o uso crescente do metilfenidato em todas as regiões do país. Considerando-se o indicador DDD (dose diária definida)/1000 crianças entre 6 e 16 anos/dia, o aumento no consumo do fármaco foi de 164% entre 2009 e 2011. O Estado de Mato Grosso do Sul apresentou aumento percentual real no consumo de metilfenidato de 60,9% no mesmo período (o maior aumento percentual da região Centro-Oeste), considerando-se a quantidade de unidades físicas dispensadas.

Campo Grande foi a 3ª capital do país com maior aumento percentual de consumo do medicamento, apresentando aumento percentual real no consumo de metilfenidato de mais de 228%. As três capitais com maiores estimativas de aumento percentual real no consumo do medicamento foram: Salvador (6.295,71%), São Paulo (1.569,71%) e Campo Grande (228,16%), enquanto que Porto Alegre (4,89%), Rio de Janeiro (19,05%) e Cuiabá (23,05%) registraram os menores valores.

A fim de evitar exposição desnecessária dos pacientes/usuários aos riscos acima descritos, a nota da Secretaria Estadual de São Paulo emitiu o seguinte alerta aos prescritores:

a. O metilfenidato deve ser prescrito somente mediante diagnóstico de TDAH, narcolepsia ou cataplexia, conforme indicações e faixas etárias aprovadas pela Anvisa (maiores de seis anos);

b. A dose máxima para pacientes com diagnóstico de TDAH, narcolepsia ou cataplexia, não deve exceder 60 mg/dia;

c. Antes de prescrever metilfenidato, verifique se o paciente possui histórico pessoal ou familiar de doenças cardiovasculares (taquicardia, hipertensão, infarto, derrame e morte súbita), problemas psiquiátricos (convulsões e doenças psicóticas, pois o paciente pode apresentar piora ou alteração no comportamento, depressão, ideação suicida, bipolaridade, agressividade e alucinações) ou abuso/dependência de álcool, drogas, benzodiazepínicos e outros medicamentos com ação no sistema nervoso central;

d. Pacientes em tratamento de TDAH devem ter pressão arterial, batimentos cardíacos, peso e altura periodicamente monitorados; e. Para crianças e adolescentes em tratamentos de longa duração (mais de 12 meses) os médicos prescritores devem periodicamente reavaliar a utilidade terapêutica do metilfenidato, submetendo os pacientes a uma interrupção terapêutica ao menos uma vez ao ano, a fim de verificar a necessidade da continuação do tratamento medicamentoso;

f. É importante lembrar que a terapia medicamentosa no tratamento da TDAH deve ser sempre complementar e não substituir as intervenções psicológicas, educacionais e sociais;

g. O metilfenidato pode diminuir o efeito de medicamentos anti-hipertensivos. Pode também inibir o metabolismo de anticonvulsivantes, anticoagulantes cumarínicos e antidepressivos tricíclicos, aumentando o efeito destes medicamentos. A dose deverá ser ajustada em caso de terapia concomitante.

Aos estabelecimentos dispensadores a Vigilância orienta para não dispensarem metilfenidato sem receita médica acompanhada de Notificação de Receita A (Portaria SVS/MS nº 344/1998). A prescrição é válida por trinta dias em todo o território nacional e a quantidade máxima a ser dispensada deve corresponder ao tratamento para 30 dias.

Aos pacientes em uso do medicamento, o alerta é para que avise o médico em casos de sintomas como dor no peito, falta de ar ou desmaios durante o tratamento com metilfenidato. É comum que o paciente apresente falta de apetite, insônia ou sonolência, mas também há risco de doenças cardiovasculares, neurológicas e limitação do crescimento da criança. Ande sempre com uma lista dos medicamentos que você toma. Isso ajuda seu médico e seu farmacêutico a cuidarem melhor de você.

Para conferir o alerta na íntegra clique aqui. Para fazer o download da Formulário de Notificação de Reações Adversas, clique aqui.