Conselho de Farmácia faz ação para recolher medicamento vencido nesta sexta
Terá ainda uma ação saúde gratuita para a população, com farmacêuticos fazendo a farmácia clínica
O descarte dos medicamentos vencidos também precisa ser feito de forma correta para não prejudicar o meio ambiente com contaminação. Por isso o CRF/MS é um ponto fixo para recolhimento de remédios vencidos e nesta sexta-feira haverá um Dia D para recolhimento destes medicamentos. A ação será das 8h às 11h30, na sede do Conselho, na Av. Rodolfo José Pinho, 66.
Juntamente com o descarte consciente terá ainda uma ação saúde gratuita para a população, com farmacêuticos fazendo a farmácia clínica, com aferição de pressão, teste de glicemia e orientação sobre medicamentos.
Serviço
Dia D de recolhimento de medicamento vencido e Ação Saúde
Dia: 20 de janeiro
Local: sede do Conselho Regional de Farmácia - Av. Rodolfo José Pinho, 66
Horário: 8h às 11h30
Contato para imprensa: Emilia (9 9613-8510) ou Reginaldo (9 9607-9234)
Informações sobre descarte de medicamentos:
A incineração dos medicamentos é a forma correta de eliminá-los, mas tem de ser feita por empresas especializadas. Ainda que a maioria não se preocupe com a destinação final desses produtos, o risco de jogá-los no lixo é imenso.
A estimativa é que itens da área da saúde correspondem até 3% do total de resíduos sólidos urbanos. Dentro dos produtos considerados resíduos de saúde, estão medicamentos vencidos.
Uma das maiores preocupações da atualidade é quanto à destinação ambientalmente correta deste resíduo que apresenta duplo risco à sociedade: risco à saúde pública e às populações, e risco ao meio ambiente.
Pesquisas indicam que 90% das pessoas descartam medicamentos vencidos no lixo doméstico ou no vaso sanitário. E se não forem descartados, os medicamentos representam riscos dentro das casas. A estimativa é de que 80% dos medicamentos vencidos estejam nas residências, onde a população está sujeita à automedicação e à intoxicação.
O descarte errado de medicamentos acarreta na degradação ambiental do solo e a contaminação das águas superficiais e subterrâneas e se tornam responsáveis pelo agravo de doenças que podem atingir a população, principalmente no aparecimento das bactérias multirresistentes. As Estações de Tratamento de Água são incapazes de remover os medicamentos eventualmente presentes e dissolvidos na água coletada e assim, a população toda vez que toma água, acaba ingerindo pequenas quantidades de hormônios, antibióticos, antihipertensivos e outros medicamentos.
“Jogar esses medicamentos no lixo ou no vaso sanitário é um risco enorme. Esses remédios se infiltram no solo, contaminam a água, e voltam para nossas casas. Nem mesmo o tratamento da água consegue retirar os componentes e a população acaba consumindo antibióticos, hormônios, entre outros”, alerta a presidente do CRF/MS, Kelle Slavec.
Por isso, o CRF/MS orienta à população que procure pontos de coletas para fazer o descarte. Os interessados podem fazer a entrega de medicamentos vencidos na própria sede do Conselho, que fica na Av. Rodolfo José Pinho, nº 66.
As Unidades Básica de Saúde de Campo Grande também fazem o recolhimento de medicamentos. Lei Municipal n°168/10, indicada pelo Conselho, autorizou o poder público a implantar pontos de coleta. A população ainda pode procurar alguma farmácia que ofereça o descarte.

