CRF-MS ALERTA: Aumento de casos respiratórios em Mato Grosso do Sul
O crescimento no número de casos de Síndromes Gripais (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem preocupado autoridades de saúde em todo o Brasil, com destaque para o estado de Mato Grosso do Sul. De acordo com o Alerta Epidemiológico nº 25 da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o estado apresenta uma “alta probabilidade de crescimento superior a 95%” nos casos de SRAG nas últimas seis semanas.
O avanço dos casos está diretamente relacionado à maior circulação de vírus respiratórios, especialmente durante o período sazonal dos meses mais frios — entre abril e julho. Entre os principais agentes em circulação estão o vírus Influenza A, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o rinovírus, sendo este último um dos principais responsáveis pelo aumento de internações, principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.
Diante desse cenário, o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF-MS) emitiu um alerta à população sobre a intensificação da circulação desses vírus e os riscos associados. A gripe sazonal segue sendo um importante problema de saúde pública, com potencial de rápida disseminação e impacto significativo na população.
Um dos pontos de atenção é a chamada “Gripe K”, uma variação genética do vírus Influenza A H3N2. Apesar de não se tratar de um novo vírus, essa sublinhagem apresenta maior potencial de causar quadros graves, embora os sintomas sejam semelhantes aos da gripe comum, como febre, tosse, dores no corpo, dor de cabeça e inflamação na garganta.
Especialistas reforçam que a vacinação anual contra a influenza é fundamental, já que a imunização precisa ser atualizada todos os anos para acompanhar as cepas em circulação. A vacina de 2026 já contempla proteção contra a variante conhecida como “Gripe K”.
Além disso, a vacinação contra a COVID-19 continua sendo essencial como medida de prevenção, contribuindo para reduzir complicações, internações e mortes. Os grupos mais vulneráveis a quadros graves incluem crianças entre 1 e 9 anos e idosos com mais de 60 anos.
As autoridades de saúde orientam a população a manter a caderneta de vacinação atualizada e adotar medidas preventivas, como higienização das mãos e uso de máscara em casos de sintomas respiratórios, especialmente durante o período de maior circulação viral.

