CRF-MS participa de ação conjunta que apreende canetas emagrecedoras irregulares nos Correios de Campo Grande
O CRF-MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul) participou de uma ação conjunta de fiscalização que resultou na apreensão de grande quantidade de medicamentos irregulares, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, durante operação realizada na Central de Triagem dos Correios, em Campo Grande. Foram apreendidos mais de 1.300 medicamentos.
A ação foi coordenada pela Vigilância Sanitária Estadual, denominada operação Visa Protege – Fases 1 e 2, e contou com a atuação integrada da Anvisa, da Vigilância Sanitária, dos Correios e do CRF-MS, com o objetivo de interceptar medicamentos com venda proibida no Brasil, muitos deles introduzidos de forma irregular no país, principalmente por meio de importação clandestina.
De acordo com o coordenador de Fiscalização do CRF-MS, Clayton Godoy, a operação tem caráter contínuo e visa proteger a saúde da população. “Essa operação visa garantir que medicamentos trazidos de forma irregular, muitas vezes do Paraguai e de outros países, sejam retirados de circulação. Trata-se de uma ação permanente da Vigilância Sanitária, que agora estará praticamente todos os dias na Central de Triagem dos Correios para identificar, apreender e dar a destinação correta a esses produtos”, explicou.
Segundo Clayton, o foco principal da fiscalização são os medicamentos emagrecedores, que se tornaram uma febre no mercado ilegal. “O objetivo é interceptar medicamentos que têm a venda proibida no Brasil. Muitas pessoas buscam um emagrecimento rápido e acabam adquirindo esses produtos sem saber a procedência, sem controle de qualidade e sem qualquer garantia do que realmente existe dentro desses frascos. Esses produtos precisam ser mantidos refrigerados entre 2 e 8 graus. No entanto, eles são transportados em caixas, caminhões, expostos ao calor e à movimentação, o que pode degradar o medicamento. Em vez de um efeito terapêutico, o consumidor pode estar aplicando uma substância tóxica no próprio corpo”, ressaltou.
Durante a operação, fiscais da Anvisa e da Vigilância Sanitária realizaram a identificação técnica dos produtos, enquanto o CRF-MS acompanhou o processo, analisando embalagens, rótulos, frascos, origem e irregularidades sanitárias, além do procedimento de apreensão e descarte.
“É um trabalho multiprofissional que envolve identificação do produto, análise técnica, verificação da importação indevida e a destinação final adequada, que geralmente é o descarte. A ideia é barrar esses medicamentos e impedir que cheguem ao consumidor final”, afirmou Clayton.
A presidente do CRF-MS, Daniely Proença, aproveita para fazer um alerta à população: “Medicamento é coisa extremamente séria. Não recomendamos a compra por sites não confiáveis ou meios ilegais, principalmente sem orientação de um farmacêutico. A segurança está na procedência do medicamento, no armazenamento correto e na orientação de profissionais habilitados, como o farmacêutico. Quando o assunto é medicamento, o farmacêutico é o profissional mais capacitado para o assunto. Na dúvida procure a farmácia mais próxima e consulte o seu farmacêutico”.

