Conselho Regional de Farmácia

De Mato Grosso do Sul

Estudo dirigido – Saúde baseada em evidências

O texto foi escrito originalmente para médicos mas as informações ali contidas são muito úteis para nós, farmacêuticos. Uma parte interessante é onde o autor fala sobre o processo de admissão de dúvidas pelo médico. Para nós é importante identificar qual a atitude do médico frente à uma situação que ele tem dúvidas, isso pode ajudar na nossa abordagem. Por exemplo, quando ele fala de arrogância e prepotência. Esta atitude esta muito ligada à dificuldade do médico admitir que não sabe alguma coisa. Como podemos lidar com isso? Uma abordagem possível é não criar conflito logo no início. Quando identificarmos um problema na prescrição devemos estar seguros sobre o assunto, demonstrar conhecimento técnico, ter uma fonte confiável para mostrar (livros, artigos, diretrizes). Mas acredito que a atitude principal é não “mandar recado” para o médico, ou seja, não mandar o paciente de volta (ele nunca vai explicar direito o problema); não mandar recado por outro profissional ( enfermeira, técnico de enfermagem). É sempre melhor conversar pessoalmente. Caso o médico não esteja na sua unidade, uma opção é escrever, carimbar, assinar e colocar o telefone da sua unidade de saúde para contato. Inviável? Utópico? É, eu também acho. Em muitas unidades não temos condições de fazer isso. Mas será mesmo que é impossível? Em todas as situações? Eu acho que não. Tente fazer pelo menos uma vez. Escolha um médico mais acessível, um problema recorrente, busque uma fonte confiável que embase sua intervenção… E saia da farmácia, vá conversar com o médico. É a única forma de começar a ser realmente respeitado pelos outros profissionais. Se observarmos bem, os médicos arrogantes e prepotentes são minoria. O problema é que eles incomodam muito e a gente acaba generalizando. A maioria aceita muito bem nossas intervenções, desde que feitas de forma adequada. Mas e as nossas dúvidas. O que fazemos com elas? Será que estamos tendo uma atitude correta quando surge uma dúvida na farmácia? Andei pensando sobre isso, sobre como eu tenho agido nessas situações. E identifiquei algumas que não me deixaram muito felizes. · Dúvida do paciente: às vezes respondo de forma genérica, sem responder diretamente a pergunta. A famosa “enrolada”!!. Principalmente se a pergunta for sobre a doença. · Dúvidas do médico, da enfermeira, do dentista: Google, Search Engine Mas, nas vezes que eu busquei realmente responder a pergunta, fiquei muito satisfeito com o resultado. Uma vez algum médico falou do risco de uso do soro fisiológico nasal, por conta do cloreto de benzalcônio, fiquei com aquilo na cabeça e passei o plantão inteiro buscando informações sobre isso. Fiz até um post no facebook naquele dia, quem quiser conferir é só clickar: segurança no uso de cloreto de benzalcônio O que este primeiro artigo nos ensina também, é como formular uma pergunta de forma que possa ser respondida baseada em evidências válidas. Que tal formular uma questão para uma dúvida que você tem? A tabela que ele coloca no artigo é simples e fácil de preencher. Quem quiser pode compartilhar o resultado com os colegas pelo e-mail. Sobre o projeto Relembrando as etapas no nosso projeto de implantação do serviço de farmácia clínica: 1) Estudo dirigido; · 2) Primeiro encontro presencial; · 3) Prática supervisionada e implantação do serviço; · 4) Segundo encontro presencial; · 5) Seminários integrativos; · 6) Avaliação do serviço; · 7) Encerramento. Estamos no estudo dirigido. Serão três textos sobre saúde baseada em evidências e depois alguns sobre diabetes e hipertensão. A pedido da equipe técnica da SESAU estamos estudando a possibilidade de incluir alguma coisa sobre saúde mental. O item 2, primeiro encontro presencial, esta previsto para novembro. Ainda estamos verificando datas e disponibilidade dos palestrantes. Neste encontro faremos simulações de consulta farmacêutica e discussões de casos, além da uma parte teórica sobre o assunto. Será a preparação final para o início do atendimento nas unidades. Para quem não tem experiência neste tipo de atendimento será o momento ideal para ganhar confiança e conhecimento para realizá-los. Segundo artigo O segundo artigo da série sobre saúde baseada em evidências está no link abaixo: