Presidente do CRF/MS faz palestra de recepção aos calouros de Farmácia
Abrão convidou os acadêmicos para participarem do II Congresso Binacional, que será realizado em Ponta Porã, em agosto e ressaltou que é a oportunidade do contato com profissionais de renome
O presidente do CRF/MS, Ronaldo Abrão, deu as boas vindas aos calouros do curso de Farmácia da UFMS, realizando a palestra “Um mercado a espera do novo Farmacêutico”, nesta quarta-feira (17) na Farmácia-Escola da Universidade, em Campo Grande.
Cerca de 30 alunos que começam a cursar Farmácia agora ouviram de Abrão como funciona o CRF/MS, quais os direitos e deveres do farmacêutico e como está o mercado para a categoria hoje.
Um dos pontos que Ronaldo destacou na palestra foi a grade curricular que forma o farmacêutico generalista e como o profissional é classificado pela Organização Mundial de Saúde.
“O farmacêutico é um profissional sete estrelas, ele tem que ter obrigatoriamente essas sete qualidades: ser prestador de serviços farmacêuticos em uma equipe de saúde, capaz de tomar decisões, comunicador, líder, gerente, se atualizar permanentemente e ser um educador”, explicou.
O presidente do CRF/MS especificou ainda que o farmacêutico trabalha em uma equipe multidisciplinar. “Vocês vão trabalhar com médicos, psicólogos, nutricionistas e toda equipe de profissionais de saúde. E o farmacêutico precisa saber tomar decisões. Quantas vezes médicos se basearam no que os farmacêuticos dão como laudo para prescreverem um medicamento ou até mesmo fazerem uma cirurgia? São decisões que temos de tomar todos os dias e que envolve a vida ou a possibilidade de morte de outras pessoas”.
Para atuar como farmacêutico, Ronaldo Abrão explicou o passo-a-passo que o recém-formado precisa seguir para estar inscrito no conselho regional. “Nós é quem damos a garantia à sociedade de que vocês formaram, cursaram uma faculdade, se especializaram e de que lá o estabelecimento tem o farmacêutico e a farmácia está regular”, enfatizou.
Abrão explicou também que por enquanto os estudantes são ‘propriedade’ da universidade, mas que ao se formarem, tudo o que foram fazer como profissionais, dependem da autorização do Conselho. “Além da fiscalização, nós funcionamos também como cartório, fazemos identidade profissional e qualquer coisa que vocês forem fazer na profissão, o CRF precisa ser o primeiro a saber”.
Quanto ao piso salarial, Abrão chamou os estudantes para juntos lutarem pela melhora da remuneração, enfatizando que é a categoria quem precisa se unir ao sindicato.
Para fechar a palestra, o presidente do CRF/MS convidou os acadêmicos para participarem do II Congresso Binacional, que será realizado em Ponta Porã, em agosto. Abrão ressaltou que é a oportunidade do contato com profissionais de renome de todo País, como o presidente do CFF, Walter Jorge Silva João, ex-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, presidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, Irineu Keiserman Grinberg, além de representantes da Feifar e demais entidades da categoria.

